Carlos Bolsonaro é investigado por “rachadinha”

Ministério Público do RJ rastreou 23 contas pagas entre 2012 e 2019, que somaram R$ 27.929,66. Os promotores não descartam que podem ter sido pagas muitas outras, elevando assim esse valor

Da Redação
05/07/2024 - 14:31
  • Compartilhe no Facebook
  • Compartilhe no Twitter
  • Compartilhe no Linkedin
  • Compartilhe no Telegram
  • Compartilhe no WhatsApp

Carlos Bolsonaro é investigado por “rachadinha”

O filho número 02 do ex-presidente Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro (PL), está sendo investigado por prática de “rachadinha”, que acontece quando o legislador tira dinheiro dos assessores para fazer caixa pessoal ou de campanha. Relatórios do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) mostram que o seu chefe de gabinete, Jorge Luiz Fernandes, pagou sistematicamente seus boletos, como de cartão de crédito, plano de saúde, impostos e até multas de trânsito. O esquema de rachadinha no gabinete do vereador, foi divulgado pelos jornalistas Juliana Dal Piva e Igor Mello, do ICL Notícias.

Os promotores encontraram 23 contas do vereador e de pessoas ligadas a ele, pagas pelo chefe de gabinete, no período de 2012 e 2019. Esses pagamentos somaram R$ 27.929,66. Mas foi identificada apenas uma transferência eletrônica, no valor de R$ 8 mil, de Carlos Bolsonaro para Jorge. Isso foi em dezembro de 2011.

Segundo a reportagem, o Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e Corrupção do MP-RJ analisou esse tipo de movimentação financeira sorteando aleatoriamente um número de documento. E isso significa que o número pode ser ainda superior.

Chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro é investigado por operar suposta rachadinha

O chefe de gabinete do filho de Jair Bolsonaro é investigado pela suposta operação do esquema de rachadinha. Conforme a quebra de sigilos, Jorge Luiz Fernandes recebeu pouco mais de R$ 2 milhões em sua conta de seis outros nomeados por Carlos Bolsonaro na Câmara.

A 1ª Vara Criminal Especializada do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio) autorizou a quebra de sigilos fiscal e bancário de Carluxo e de seus assessores entre 2005 e 2021. A 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada apura peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete e pediu uma análise dos dados obtidos. O relatório obtido pelos jornalistas do ICL é de 22 de agosto de 2023.