Advogado defensor de armas morre por disparo da própria pistola durante exame em aparelho de ressonância magnética

Leandro se identificava nas redes como ‘patriota’ da ‘direita conservadora’ e era conhecido por produzir conteúdos pró-armas, inclusive tirando dúvidas dos seguidores sobre armamentos, no TikTok.

Da Redação
08/02/2023 - 15:32
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Advogado defensor de armas morre por disparo da própria pistola durante exame em aparelho de ressonância magnética

Morreu segunda-feira (6) o advogado armamentista Leandro Mathias de Novaes, de 40 anos. Ele estava internado em estado grave desde que foi atingido por um disparo da própria pistola ao acompanhar a mãe em um exame de ressonância magnética.

Leandro se identificava nas redes como ‘patriota’ da ‘direita conservadora’ e era conhecido por produzir conteúdos pró-armas, inclusive tirando dúvidas dos seguidores sobre armamentos, no TikTok.

“É com profundo pesar que a OAB Cotia comunica a todos os colegas advogados a perda inesperada do nosso querido amigo e advogado Dr. Leandro Mathias de Novaes. Lamentamos a perda e nos solidarizamos com a família neste momento de dor”, diz nota da OAB de Cotia (SP).

Na postagem da OAB subseção de Cotia, amigos e colegas de profissão lamentaram a morte do advogado. “Foi um dos melhores quadros da advocacia Cotiana. Talentoso e obstinado pela família. Fica seu exemplo de luta e superação. Deus o tenha sempre em bom lugar”, escreveu Ricardo Monteiro. “Uma perda inestimável. Grande amigo. Meus sinceros sentimentos aos familiares”, comentou outra pessoa.

Entenda  o caso
A SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) explicou que o boletim de ocorrência aponta que o advogado acompanhava a mãe no exame de ressonância magnética. “Quando a máquina do procedimento foi acionada, o magnetismo puxou a arma que estava na cintura de Leandro e disparou, atingindo o homem na região do abdômen”.

O caso ocorreu dentro do Laboratório Cura, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, no Jardim Paulista, na região central de São Paulo, na tarde do dia 16 de janeiro. Leandro portava uma pistola calibre 9 milímetros, um pente extra carregado e cerca de 30 munições.

Leandro estava com a arma na cintura e se aproximou para ajudar a posicionar a mãe, que estava deitada na maca que entraria na máquina de ressonância magnética. O advogado teria ficado a um metro de distância da máquina quando a arma foi atraída como um imã e disparou na direção do abdômen após bater na parede do aparelho médico. Dois funcionários também estavam na sala durante o disparo, mas não ficaram feridos.

O Laboratório Cura lamentou o ocorrido com o disparo acidental. “Reforçamos que todos os protocolos de prevenção de acidentes foram seguidos pelo time do CURA, como é de praxe em todas as unidades. Tanto a paciente como o acompanhante foram devidamente orientados quanto aos procedimentos para acesso à sala de exame e alertados sobre a retirada de todo e qualquer objeto metálico. Ambos assinaram termo de ciência com relação a essa orientação”.

O laboratório ainda ressaltou que “mesmo diante dessas orientações, a arma de fogo não foi mencionada pelo acompanhante, que entrou com o objeto na sala de exame por sua decisão”.

Em diversas publicações nas redes sociais, Leandro usava as mesmas hashtags nas legendas:: CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), pró-armas, legítima defesa, direito à vida, eu reajo, direita conservadora, direita, pátria, família, Deus e Estatuto do Desarmamento.