Bolsonaro deixou de pagar R$ 6,3 bilhões do seguro-desemprego do trabalhador para fazer campanha eleitoral

Ex-presidente deixou de pagar seguro-desemprego ao trabalhador, e o benefício só voltou a ser pago graças à gestão do presidente Lula

Da Redação
10/03/2024 - 19:13
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Bolsonaro deixou de pagar R$ 6,3 bilhões do seguro-desemprego do trabalhador para fazer campanha eleitoral

Escândalo veio a público agora. Não foram só os precatórios que ele deixou de pagar. Ex-presidente desviou R$ 6,3 bilhões do seguro-desemprego para tentar se reeleger. Isso só foi reposto graças à gestão do presidente Lula

Já se sabia que Jair Bolsonaro sangrou recursos públicos como nenhum outro governante para tentar desesperadamente se reeleger na eleição de 2022.

Foi um assalto aos cofres públicos e um disparate como só se viu igual durante as gestões das oligarquias rurais da República Velha. Até passaportes deixaram de ser expedidos por falta de recursos, que ele desviava. Deixou de atender ao país para distribuir benesses a rodo para seus apaniguados na tentativa desesperada de comprar os seus votos.

Deu calote nos precatórios – dívidas do governo com a população e empresas – e destinou bilhões para a sua orgia eleitoral. Cortou verbas da Saúde e Educação e carreou as verbas para despesas obscuras e eleitoreiras. Prejudicou estados e municípios, reduzindo sua arrecadação de ICMS para seguir com a dolarização da gasolina e beneficiar grupos privados de importadores, na maioria americanos.

Fez demagogia contra prefeitos e governadores para, artificialmente, reduzir o preço da gasolina na véspera da eleição. O governo atual teve que repor o dinheiro roubado por Bolsonaro. Esse assalto ao dinheiro público provocou cortes nos serviços públicos das cidades. Agora, outros escândalos desse tipo e mais informações sobre o disparate do governo anterior contra os cofres públicos estão vindo à tona.

O governo de Jair Bolsonaro (PL) deu um calote criminoso nos trabalhadores brasileiros. Ficou no armário de suas falcatruas um esqueleto de R$ 6,3 bilhões do seguro-desemprego que ele deixou de pagar. Esse benefício só voltou a ser pago graças à gestão do presidente Lula. A atual administração teve que pagar no início de 2023 o que deveria ter sido feito pelo orçamento de Bolsonaro. Como se pode ver, Bolsonaro, que já havia feito o desmonte neoliberal, literalmente assaltou o Estado no final de sua gestão.

A atual equipe do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) admitiu em nota que houve insuficiência orçamentária no fim de 2022 – em outras palavras, não havia como pagar todas as parcelas do benefício previstas para aquele ano. A nova administração descobriu mais esse roubo de Jair Bolsonaro. Por isso, inclusive, Lula começou a tratar do novo orçamento antes mesmo de assumir.

As despesas foram quitadas com o orçamento já do governo Lula e, na visão de técnicos, parecem ter gerado uma bola de neve. No fim de 2023, nova insuficiência orçamentária obrigou a pasta a empurrar gastos com o seguro-desemprego para o começo de 2024, num montante calculado até agora em R$ 5,66 bilhões.

Há agora uma dúvida de como Jair Bolsonaro passará para a história. Se como um golpista fracassado, um corrupto ou como o governante mais sabujo dos EUA que já passou pela administração brasileira. Sim porque se dependesse dele, o país pediria para ser o 53º estado americano. E, se pudesse, também trocava a bandeira. Não é atoa que foi para a terra dos gringos que ele fugiu quando perdeu a eleição e o seu golpe de Estado fracassou.

Bolsonaro venerando bandeira americana. Fotomontagem

Ele é tão capacho que apoia o genocídio de Israel em Gaza só porque os EUA também apoia. Ele quis vender as nossas maiores empresas, entre elas a Petrobrás, para os grandes monopólios petrolíferos americanos. Chegou ao cúmulo de oferecer a nossa empresa fabricante de aviões, um orgulho nacional, que exporta aviões para o mundo todo, para a quase falida Boeing americana. O país inteiro se levantou contra esse crime e a empresa americana acabou desistindo. Até a Casa da Moeda ele queria entregar aos gringos.

Mas, a disputa não é fácil. Capacho ou corrupto? A corrupção também correu solta como nunca em seu governo. Ele e Paulo Guedes fizeram uma verdadeira orgia com o patrimônio público. Este último tinha bilhões escondidos em contas no exterior. A Petrobrás foi esquartejada e vendida aos pedaços e a Eletrobrás deixou de ser pública e foi entregue para os picaretas que deram o calote nas Loja Americanas.

E note-se que Bolsonaro e sua família já eram famosos também pelas rachadinhas, pelas compras misteriosas de mansões com dinheiro vivo e por muitas outras picaretagens. Foi também em sua gestão onde se pagou propinas por doses de vacina e pastores evangélicos foram alocados no Ministério da Educação para amealhar suborno pagos em barras de ouro. Sem falar que já eram conhecidas as relações do “mito” com milícias cariocas.

Também teve muito destaque em sua administração o contrabando de joias. Essa era a outra faceta do “mito”. Roubar joias públicas e vendê-las. Foi um festival de contrabando. Ele armou esquemas para introduzir joias árabes ilegalmente no Brasil e depois tentou vendê-las no mercado negro nos EUA.

Não conseguiu sucesso total porque a Receita Federal deu um flagrante e apreendeu uma das joias mais caras dos contrabandistas. As joias tinham sido oferecidas pelos árabes quando eles começaram a se interessar pela compra de nossas refinaras e outros “ativos”.

Então, a dúvida agora está nesta definição. Se Bolsonaro entrará para a história como o presidente mais corrupto da história, como o golpista fracassado que mandou invadir a sede dos Três Poderes ou como o mais capacho dos presidentes que administraram o Brasil. Ou quem sabe, os três juntos.

Fonte: Hora do Povo