Brasil é ouro na ginástica ritmica

Ouro histórico de Bárbara Domingos e título no conjunto reforçam grande fase no Brasil

Da Redação
03/11/2023 - 07:45
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Brasil é ouro na ginástica ritmica

O Brasil reafirmou seu grande momento na ginástica rítmica com duas medalhas de ouro em Santiago 2023. Nesta quinta-feira, 2, Bárbara Domingos se tornou a primeira atleta do país campeã do individual geral em Jogos Pan-americanos, em dobradinha com Maria Eduarda Alexandre, que levou o bronze. Além disso, o país garantiu o hexacampeonato no conjunto.

No individual geral, o formato foi o mesmo dos Jogos Olímpicos, com soma as notas dos quatro movimentos: bola, maças, arco e fita. Até então, os melhores desempenhos do Brasil eram os bronzes de Natália Gaudio, em Lima 2019, e Angélica Kvieczynski, em Guadalajara 2011.

“Essa medalha é histórica pra mim, eu nunca tinha conseguido uma medalha de ouro em Jogos Pan-americanos. Sair daqui com a primeira medalha no individual geral me deixa muito realizada. Querendo ou não, vamos em busca de mais. Independentemente da cor, a gente já está muito feliz em conseguir sair com cinco medalhas de Santiago”, comemorou Bárbara.

Na soma, Bárbara Domingos fez 129.550 pontos, contra 127.400 da americana Evita Griskenas, que defendia o título, e 127.250 de Maria Eduarda. Já Jojô, cujo nome de batismo é Geovanna Santos, ficou com 118.950.

“O ano de 2023 foi muito especial para minha carreira, desde a Copa do Mundo, em Sofia, onde conquistei o nosso primeiro bronze. Esse foi um ano de muitas conquistas e encerrar 2023 com o ouro no Pan-americano, eu não consigo explicar, mas estou muito feliz. Essa conquista é fruto de muito trabalho. Tínhamos um objetivo no Mundial que era a conquista da vaga olímpica e veio. O Pan de Santiago veio para fechar com chave de ouro”, concluiu Babi.

As provas

Bárbara Domingos mostrou grande execução nos movimentos tanto nas maças quanto na fita. No primeiro aparelho, tirou 32.200, atrás só de Maria Eduarda, com 32.350. Já Jojô teve a sexta melhor nota, com 29.900.

Já no segundo aparelho, Babi, de 23 anos, tirou 32.150, assumindo de vez a liderança. A terceira melhor nota foi de Maria, com 30.600, enquanto Jojô novamente ficou em sexto, com 29.550.

Babi apresentou-se ao som de “Garota de Ipanema” e “Bad Romance”. Já Maria Eduarda, que tem apenas 16 anos e disputou o Pan pela primeira vez, tirou 30.600 nas fitas. As suas apresentações foram regidas ao som de Elvis Presley. Jojô optou por “Rajadão”.

“Em 2021, no Pan Júnior, em Cali (Colômbia), eu já sonhava estar aqui em Santiago 2023 e agora se tornou uma realidade extremamente grande, ainda mais com a medalha de bronze conquistada, eu estou muito realizada. Eu quero sair desse Pan com o pescoço pesado de muitas medalhas. A expectativa era muito grande antes de chegar aqui em Santiago, com muitos treinos, e o objetivo é sair com muitas medalhas”, destacou Maria Eduarda.

No primeiro dia, na última quarta-feira (01), Maria Eduarda ficou em primeiro no arco (33.550) e sexto na bola (30.750). Bárbara ficou em quarto no arco (32.000) e em primeiro na bola (33.200). Jojô dormiu com um sétimo lugar no arco e quarto na bola.

Ouro no conjunto

Ainda nesta quinta-feira, o Brasil conquistou o ouro na apresentação do conjunto. O quinteto brasileiro formado por Bárbara Galvão, Deborah Medrado, Giovanna Oliveira, Maria Eduarda Arakaki e Nicole Duarte fez a melhor nota na prova mista e conquistou o título pela sexta vez em Jogos Pan-americanos, com total de 64.450 pontos.

O país conseguiu 29.050 pontos na apresentação de três fitas e duas bolas e 35.400 nos cinco arcos. O México levou a prata, com 61.750 pontos, e o bronze foi para os Estados Unidos, com 58.300.

“A gente não fez nossa melhor série da vida. A gente sabe que podia fazer um pouco melhor e por isso saiu um pouco triste. Mas a gente entrou e deu o nosso melhor no momento. A gente competiu muito bem ontem (quarta-feira), fez uma grande estreia. E deu tudo certo. Saímos com o ouro e agora vamos voltar para as nossas finais, nossas séries da vida, e encerrar a competição com chave de ouro. A gente está muito feliz, porque estávamos em busca desse ouro desde 2019. Então, são lágrimas de emoções, felicidade e gratidão. Temos que agradecer a nossa equipe, esse era o nosso grande objetivo”, comentou a capitã Nicole

Fonte: COB – Foto: Miriam Jeske/COB