Correição do CNJ revela sumiços de dinheiro e bens na gestão caótica de Sérgio Moro na na 13ª Vara de Curitiba

Não há um registro preciso do paradeiro de todos os itens apreendidos, incluindo obras de arte

Da Redação
13/11/2023 - 08:36
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Correição do CNJ revela sumiços de dinheiro e bens na gestão caótica de Sérgio Moro na na 13ª Vara de Curitiba

Durante uma correição realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também apontou sinais de uma gestão desordenada nos acordos de leniência conduzidos pela força-tarefa e validados por Moro e seus colegas no TRF-4, foi constatado o sumiço desses objetos. Os membros do CNJ, responsáveis pela correição, não conseguiram rastrear diversos bens e recursos, incluindo os confiscados no exterior.

Ao abordar o assunto em uma entrevista à Jovem Pan de Maringá, cidade natal de Moro, o senador criticou a atuação da corregedoria do CNJ, sob responsabilidade do ministro Luis Felipe Salomão, e tentou justificar a divulgação da informação como uma suposta “perseguição” aos juízes.

Não há um registro preciso do paradeiro de todos os itens apreendidos, incluindo obras de arte, e a 13ª Vara Federal demonstrou uma gestão caótica no controle dos valores provenientes de acordos com o Ministério Público, conforme relatado por Lauro Jardim, do O Globo, e confirmado pela revista Consultor Jurídico.

A correição extraordinária, divulgada em agosto, apontou a bagunça na gestão de recursos de colaborações e leniências homologadas por Moro.

Através desses acordos, os procuradores de Curitiba direcionaram R$ 2,1 bilhões à Petrobras entre 2015 e 2018, autorizados pela 13ª Vara, como ressarcimento por desvios.

Esses recursos possibilitaram à Petrobras firmar acordo internacional, comprometendo-se a investir valores devidos no exterior na criação de uma fundação anticorrupção.

Em setembro, o ministro Bruno Dantas destacou a tentativa da “lava jato” de criar um fundo bilionário com dinheiro da Petrobras, administrado pelos procuradores, sublinhando a necessidade de frear a transferência de patrimônio público para interesses individuais.

“A grande verdade é que nós temos promotores e procuradores espalhados pelo Brasil que viraram verdadeiros gestores públicos. E o pior: sem a responsabilidade que os gestores públicos têm. O que está acontecendo é a transferência de patrimônio do Estado brasileiro para a gestão de agentes da lei. É disso que nós estamos tratando nesta tarde”, afirmou o ministro.

Com informações do jornal O Globo e site O Cafezinho