Dengue: Prefeitura orienta população para prevenção em Aparecida após a volta das chuvas

Quem souber de casos de acúmulo de material reciclável ou lixo que geram transtornos e podem ter focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, deve denunciar para a coordenação de Vigilância Ambiental pelo telefone (62) 3545-4819.

Da Redação
02/10/2022 - 10:38
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Dengue: Prefeitura orienta população para prevenção em Aparecida após a volta das chuvas

Ações de combate em Aparecida são realizadas o ano inteiro, com maior ênfase no período chuvoso, e a Prefeitura alerta a população para que faça a sua parte impedindo criadouros do Aedes aegypti nas casas e estabelecimentos comerciais

A Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida realiza o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya, o ano inteiro com atividades que vão desde forças-tarefa, ações educativas com foco na prevenção até visitas domiciliares, bloqueios e recolhimento de pneus, dentre outras. Agora, com o início do período chuvoso, as ações permanentes são intensificadas semanalmente e os profissionais alertam a população para que faça a sua parte impedindo o surgimento de criadouros do mosquito.

De acordo com o mais recente boletim da SMS, referente à 38ª semana epidemiológica, nesses nove meses de 2022 já foram notificados mais de 23 mil casos da dengue na cidade, um aumento de 105% em comparação com o ano passado. “Neste ano já confirmamos 21.604 casos da doença em pessoas residentes no município, sendo 33 graves. São dados preocupantes e por isso alertamos a população para não descuidar das medidas preventivas. Nossas equipes estão atuando, mas é essencial a participação de toda a comunidade”, enfatiza o secretário de Saúde Alessandro Magalhães.

Participação fundamental da sociedade

“O pessoal da Vigilância Ambiental faz um enfrentamento amplo e minucioso ao mosquito transmissor da dengue o ano inteiro, sempre em regime de alerta, no combate à proliferação do mosquito e também na conscientização social de crianças e adultos. Todavia, repito que a participação efetiva da sociedade é indispensável porque a maioria dos focos do inseto está nas residências e isso pode ser transformado com o simples ato de não deixar água acumulada nem mesmo num pedacinho de um copinho descartado irregularmente”, frisa Alessandro Magalhães.

A superintendente de Vigilância em Saúde, Daniela Fabiana Ribeiro, aponta que, em relação aos óbitos, “também houve um aumento na ocorrência comparado aos anos anteriores. Até o momento o município possui 11 mortes causadas pela dengue e outras 11 em investigação por suspeita da doença. Estamos aguardando a conclusão dessas investigações e a avaliação do Comitê Estadual de Óbito Suspeito por Dengue. Também já descartamos 8 falecimentos que estavam em investigação, mas que não foram confirmados para a doença. ”

Já o coordenador interino de Vigilância Ambiental, Flávio Ned Alves, destaca que, pelos critérios do Ministério da Saúde (MS), a classificação pelo grau de perigo atual de Aparecida é de baixo risco sobre o coeficiente de incidência das 4 últimas semanas epidemiológicas (35 a 38) de 2022. Porém, ele avisa: “Isso significa que a incidência dos casos notificados está abaixo de 100 casos por 100 mil habitantes, mas não é algo que nos permita relaxar. Muito pelo contrário, os números indicam que a Prefeitura deve continuar agindo sem interrupção para proteger as pessoas e que a população não pode descuidar da prevenção. ”

Como prevenir

O coordenador instrui a população sobre as medidas preventivas mais importantes: “Não joguem nenhum tipo de lixo em terrenos baldios, acondicionem adequadamente o lixo doméstico, limpem o quintal, calhas e piscinas, mantenham cobertos os reservatórios de água (Caixas d’água, cisternas, fossas e outros) e também denunciem possíveis locais que possam estar acumulando água e se tornando possível criadouro de mosquitos.”

Como denunciar

Quem souber de casos de acúmulo de material reciclável ou lixo que geram transtornos e podem ter focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, deve denunciar para a coordenação de Vigilância Ambiental pelo telefone (62) 3545-4819.