Dino: PF vai apurar ‘possíveis crimes’ da Lava Jato

Corregedor do CNJ, de criação de um grupo de trabalho para aprofundar as investigações

Da Redação
19/09/2023 - 06:04
  • Compartilhe no Facebook
  • Compartilhe no Twitter
  • Compartilhe no Linkedin
  • Compartilhe no Telegram
  • Compartilhe no WhatsApp

Dino: PF vai apurar ‘possíveis crimes’ da Lava Jato

O ministro Flávio Dino, da Justiça e Segurança Pública, informou nesta segunda-feira (18), pelas redes sociais, que recebeu do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o relatório parcial da auditoria em curso na 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato. Divulgado na última sexta-feira, o documento apontou uma série de irregularidades na gestão de valores pagos em acordos firmados pela Lava Jato. Além disso, identificou um “possível conluio” para desviar recursos pagos pela Petrobras.

Dino destacou que concordou com a sugestão do ministro Luis Felipe Salomão, corregedor do CNJ, de criação de um grupo de trabalho para aprofundar as investigações. O objetivo é verificar, de maneira mais ampla, as condutas irregulares identificadas na correição, com eventuais punições para os envolvidos.

Além disso, Dino afirmou que também encaminhou o relatório à Polícia Federal (PF). De acordo com o ministro, a PF vai investigar “possíveis crimes perpetrados acerca da destinação dos recursos financeiros manuseados pela ‘Lava Jato’”.

Assim, em entrevista coletiva, Dino ressaltou que existem dois acordos financeiros em investigação. Inclusive um envolvendo a Petrobras, no valor de R$ 2 bilhões, que contou com cooperação internacional. Parte dos recursos desse segundo acordo iria para uma fundação privada, sob controle dos procuradores da Lava Jato. Outra parte iria para um grupo de acionistas minoritários da Petrobras, o que foge da previsão legal, disse o ministro.

“Esse dinheiro não foi repassado à Petrobras”, disse o ministro. “Então ele (Salomão) propõe esse grupo de trabalho para ajudar o CNJ a verificar todo o fluxo financeiro bilionário no âmbito da 13ª Vara”, apontou o ministro.

RBA