Em Portugal, Lula reforça compromisso no combate à desigualdade e à fome no Brasil

“Durante meu período de governo, eu fui o único país do G20 que fez superávit primário nos oito anos de mandato”, disse

Da Redação
19/11/2022 - 06:39
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Em Portugal, Lula reforça compromisso no combate à desigualdade e à fome no Brasil

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, em coletiva concedida hoje em Lisboa, junto com o primeiro-ministro português, António Costa, voltou a defender a inclusão social e o combate à fome como prioridades do seu governo: “É uma vergonha o país que é o terceiro produtor de alimento do mundo, um país que é o maior produtor de proteína animal do planeta Terra, você ter 33 milhões de pessoas passando fome. E vocês sabem que a minha luta é uma luta incansável e eu, quando ganhei as eleições, falei a mesma frase que eu disse em 2003, a minha função é garantir que toda criança, que toda mulher e que todo homem possa tomar café, almoçar e jantar.”

Lula também acenou para o crescimento do país com responsabilidade: “Ninguém tem autoridade para falar em política fiscal comigo porque durante todo o meu período de governo, eu fui o único país do G20 que fez superávit primário durante todos os meus oito anos do meu mandato. Eu aprendi com a minha mãe, que era analfabeta, que a gente só pode gastar o que a gente tem ou o que a gente ganha. Mas se a gente tiver que fazer uma dívida para construir um ativo novo, que a gente faça com responsabilidade, para que o país precise voltar a crescer. Eu fui eleito para cuidar de 215 milhões de brasileiros e, sobretudo, das pessoas mais necessitadas. É importante que a gente apenas tome cuidado para não ser vítima da especulação. É importante que a gente saiba disso”.

Ele reafirmou que vai voltar a cuidar do povo brasileiro, aumentar o salário mínimo todo ano e gerar emprego e lembrou: “Quando ganhei as eleições, em 2003, o Brasil tinha uma inflação de 12% ao mês, desemprego de 12% ao mês, dívida pública interna de 60,5% e dívida com o FMI. Ao terminar o meu governo, a inflação estava a 4,5%, a dívida nossa tinha caído de 60,5 para 37,7, o Brasil tinha pagado a sua dívida para o FMI, e emprestou 15 bilhões de dólares para o FMI. Nós fizemos uma reserva de 370 bilhões de dólares, que é o que sustenta o Brasil até hoje