“Faço um chamamento a toda a sociedade para o Dia D contra a dengue”, diz a ministra da Saúde Nísia Trindade

Ministério da Saúde realiza no próximo sábado, 2 de março, do Dia D, uma mobilização nacional para reforçar as ações de prevenção e eliminação dos focos do mosquito, com o tema “10 minutos contra a dengue”

Da Redação
28/02/2024 - 07:12
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“Faço um chamamento a toda a sociedade para o Dia D contra a dengue”, diz a ministra da Saúde Nísia Trindade

O Governo Federal apresentou, na tarde de terça-feira, 27 de fevereiro, o cenário epidemiológico da dengue e atualizou ações de enfrentamento e prevenção da doença. Entre as novidades anunciadas pelo Ministério da Saúde está a realização, no próximo sábado, 2 de março, do Dia D, uma mobilização nacional para reforçar as ações de prevenção e eliminação dos focos do mosquito, com o tema “10 minutos contra a dengue”.

Dia D contra a dengue! Faço um chamamento a toda a sociedade para uma grande mobilização nacional neste sábado, 2 de março. Vamos reservar nossos 10 minutos contra a dengue para prevenir e eliminar os focos do mosquito, um momento de atenção dos governos e de todos nós”

Nísia Trindade, ministra da Saúde

“Dia D contra a dengue! Faço um chamamento a toda a sociedade para uma grande mobilização nacional neste sábado, 2 de março. Vamos reservar nossos 10 minutos contra a dengue para prevenir e eliminar os focos do mosquito, um momento de atenção dos governos e de todos nós”, convocou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Cerca de 75% dos focos do mosquito estão nos domicílios, fato que evidencia a importância do cuidado doméstico na eliminação dos criadouros. “É fundamental considerar aquilo que nós temos falado insistentemente, uma responsabilidade de todos os gestores, e vem as questões de saneamento, de limpeza urbana, que são fundamentais, mas também a responsabilidade de cada um de nós, como cidadãs, como cidadãos, de prevenir os focos, olhando dentro da nossa casa e ao redor”, disse a ministra.

Entre as ações estratégicas coordenadas pelo Ministério da Saúde está a ampliação para R$ 1,5 bilhão dos recursos para emergências, como o enfrentamento da dengue. Em 2023, a pasta já havia reservado R$ 256 milhões para esse fim. Além disso, houve otimização para acelerar a liberação de recursos para estados e municípios que decretarem emergência, seja por dengue, outras arboviroses ou situações que acometam a saúde pública. Nesta terça-feira, o primeiro repasse foi autorizado, totalizando R$ 23,4 milhões para municípios de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, além do Distrito Federal.

“É um momento de atenção do país, de atenção das autoridades sanitárias, do Ministério da Saúde, de um monitoramento muito próximo ao que está acontecendo em diferentes regiões, estados e municípios”, disse a ministra, que completou: “Esse mote do Brasil Unido Contra a Dengue é um momento que requer uma união, não só de governos, que é muito importante, mas também da sociedade”.

Nísia também fez um alerta sobre a maior abrangência territorial observada nas notificações de casos pelo país, em um processo que chamou de ‘interiorização’ da doença. “O fator diferencial que eu quero chamar atenção aqui é o fato de nós termos, agora, em cidades médias e cidades pequenas, grandes números de casos. Em locais onde não havia, antes, a infecção por dengue nessa proporção que nós temos hoje”, afirmou.

A ministra da Saúde abordou ainda sobre como a mudança climática é um fator a ser considerado quando se trata da proliferação do Aedes aegypti. “Tivemos, em 2023, casos de dengue mesmo durante o inverno, o que tem relação com o fator de temperatura e clima. Em 2024, continuamos com clima muito quente e úmido, o que favorece a propagação do mosquito”, pontuou.

Outro fator importante identificado pela pasta é que, em 2024, há uma circulação de quatro sorotipos de dengue, sendo o sorotipo 4 o mais identificado. “E, em muitos estados, nós tínhamos a prevalência do sorotipo 1, que, por estar mais tempo entre nós, as pessoas já têm a proteção, já têm a imunidade”, disse a ministra. “Isso está mudando. Em muitos estados, há uma grande incidência de casos do sorotipo 2. É o caso do Distrito Federal, onde há 40% dos casos provocados pelo vírus tipo 2”.

UNIÃO – O presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Hamida, celebrou a união em torno do combate. “Essa coordenação, por parte do Ministério da Saúde, e a gente trabalhando de forma unida, estados e municípios, neste enfrentamento. Agradeço por todo esse trabalho que tem sido desenvolvido em todos os territórios, pelos secretários e secretárias municipais de saúde, secretários estaduais e, principalmente, os trabalhadores da saúde. E [agradeço] à população neste empenho e neste engajamento, é uma luta que só vamos conseguir vencer se trabalharmos juntos”, pontuou.

Para a mobilização, o Ministério da Saúde tem mantido frequentes reuniões e angariado forte adesão de vários setores, desde governadores, entidades que representam os prefeitos, agentes comunitários de saúde, agentes de endemias, assim como entidades médicas, como o Conselho Federal de Medicina, Associação Brasileira de Educação Médica, Associação Médica Brasileira e representantes de sociedades científicas. “Contamos com uma grande força nacional que nós precisamos fazer, estar com ela bem mobilizada”, celebrou Nísia.

SAÚDE NAS ESCOLAS – Um dos esforços interministeriais feitos pelo Governo Federal para intensificar o combate à dengue aconteceu no dia 21 de fevereiro, quando se iniciou uma campanha de mobilização contra a dengue nas escolas públicas do país. A parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação em torno do programa Saúde na Escola vai orientar 25 milhões de estudantes em mais de 102 mil instituições públicas. O objetivo é incentivar a adesão dos colégios em ações de prevenção não apenas no ambiente escolar, mas nas comunidades vizinhas.

“Preparamos material para os professores e a comunidade escolar, pois não é só a escola tem que ser um ambiente livre de dengue, com controle de focos, mas a comunidade escolar é um grande aliado para divulgar essa mensagem da saúde e educação trabalhando juntos”, disse Nísia Trindade.

Neste sentido, o Ministério da Saúde também age para capacitar os profissionais de saúde com informações adequadas sobre o tratamento da doença. “Vamos trabalhar para enfrentar essa situação dessa maneira, mobilizando a força maior que temos na saúde, que é o nosso Sistema Único de Saúde e, ao mesmo tempo, a mobilização e consciência de gestores e da sociedade.”

DEZ MINUTOS — A campanha “10 minutos contra a dengue” lista 10 passos para serem feitos em até 10 minutos, dentro da rotina de cada cidadão, que podem fazer muita diferença na prevenção e na eliminação dos criadouros do mosquito. Dez minutos, de acordo com a realidade de moradia de cada um, é o tempo necessário para garantir que caixas d´água estejam bem fechadas, para jogar areia nos vasos de planta, garantir que os sacos de lixo estejam bem amarrados, conferir calhas, evitar pneus em locais descobertos, não acumular sucatas e entulhos e esvaziar garrafas PET, potes e vasos.

Por: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República