IBGE: Mais de 38 milhões de brasileiros estão em lares onde ninguém tem trabalho fixo

Número apontado por professor da UERJ representava 17,9% dos brasileiros, em 2021. Com falta de trabalho, seja formal ou informal, população sobrevive com base em outras rendas.

Da Redação
10/10/2022 - 18:32
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IBGE: Mais de 38 milhões de brasileiros estão em lares onde ninguém tem trabalho fixo

Os resultados alarmantes quanto a atual situação em o país se encontra se agravam a cada dia. Em mais um levantamento divulgado nesta segunda-feira (10), pelo jornal O Globo, é indicado que 38,7 milhões de brasileiros residem em lares em que nenhum dos moradores tem renda, seja por trabalho formal ou informal.

O número foi revelado pelo cruzamento de dados que o sociólogo Rogério Barbosa, professor do Iesp/Uerj, fez com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Domicílio (Pnad), do IBGE.

Com referência o ano de 2021, o número representa 17,9% da população e é o segundo maior patamar desde 2012, perdendo somente para 2020 (19,4%), quando o avanço da pandemia impediu que muitas pessoas pudessem trabalhar.

Para comparação, em 2012 este percentual representava 11,6% da sociedade; em 2015, 12,4%; em 2018, 14,8%. Ao se analisar as regiões brasileiras separadamente, observa-se que o Nordeste tem o maior índice de pessoas em lares onde ninguém trabalha: 25,7%. Em segundo local está o Sudeste, com 16%.

Do total da população, aproximadamente 4 milhões de brasileiros, ou seja, 2%, sobrevivem sem qualquer renda.

A conclusão a que se chega é que, a cada ano que passa, se trabalha cada vez menos. Com isso, as famílias sobrevivem somente de outras fontes de renda, como pensão, aposentadoria benefícios sociais ou algum investimento.

Como nas famílias em que alguém trabalha a renda adquirida corresponde a três quartos de todo o dinheiro, não ter ao menos uma pessoa trabalhando insere uma grande pauperização na capacidade de compra da unidade familiar.

Ao se considerar os patamares baixos da renda nacional per capita por conta da pauperização que a sociedade brasileira passa, a avaliação é de que as necessidades básicas de uma família ficam cada vez mais difíceis de serem alcançadas.

O recrudescimento da renda das famílias brasileiras tem feito a pobreza avançar. Nos últimos meses, outros dados trazidos pelo Portal Vermelho corroboram com o levantamento do professor da Uerj, entre eles o da queda recorde no rendimento do brasileiro, que 3 em cada 10 famílias brasileiras passam fome e de que o país tem 33 milhões de famintos.

Com informações O Globo