Livro “Dirce Machado: memórias de uma camponesa das lutas de Trombas e Formoso” será lançado nesta sexta-feira

O livro será lançado no Museu da Imagem e Som que se localiza na praça Cívica, em Goiânia, a partir das 19:30 horas.

Da Redação
13/12/2023 - 09:55
  • Compartilhe no Facebook
  • Compartilhe no Twitter
  • Compartilhe no Linkedin
  • Compartilhe no Telegram
  • Compartilhe no WhatsApp

Livro “Dirce Machado: memórias de uma camponesa das lutas de Trombas e Formoso” será lançado nesta sexta-feira

O lançamento do livro “Dirce Machado: memórias de uma camponesa das lutas de Trombas e Formoso” ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 15 de dezembro, no Museu da Imagem e Som que se localiza na praça Cívica, em Goiânia, a partir das 19:30 horas.

A entrada é gratuita.

O livro poderá ser adquirido no local, ou pelo site da editora.

Figura histórica em Goiás, Dirce Machado terá autobiografia lançada nesta sexta, no Museu da Imagem e Som. Camponesa de nascimento, educadora popular por vocação, parteira por sua enorme solidariedade e vereadora eleita em Formoso, por dois mandatos na década de 80, Dirce Machado, hoje com 89 anos, tem uma história de vida repleta de aventuras e muita luta.

Nascida em Rio Verde, por sua curiosidade e interesse em leitura, aos treze anos foi expulsa da fazenda onde residia com seus pais, sendo obrigada a residir em Goiânia. Inconformada com a vida na capital, voltou ao campo, agora em Itumbiara, antes de decidir tomar o rumo de uma importante região onde acontecia um grave conflito agrário: Trombas e Formoso, próximo à Colônia Agrícola Nacional de Goiás (CANG), em Ceres. Lá, tornou-se uma importante liderança da luta dos posseiros pela conquista da posse da terra e de uma vida digna.

O livro conta a luta camponesa pela terra em Trombas e Formoso nas décadas de 1950 e 1960

Constituiu família, construiu uma escola para alfabetizar a população, auxiliava no tratamento médico dos habitantes, escrevia para um jornal local, entre tantas outras tarefas. Após o golpe empresarial militar de 1964, foi perseguida, presa e torturada. Obrigada a fugir da repressão, chegou a dormir no mato junto de sua filha de colo. Assistiu à tortura de seu marido, José Ribeiro, de seu irmão César, e de camaradas de luta. Mesmo lutando pela vida, nunca perdeu o bom humor. Já ao fim da ditadura, foi eleita vereadora por Anápolis por dois mandatos, e entre as condecorações que já recebeu encontram-se homenagens da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (ALEGO), da Câmara Municipal de Goiânia, e até da Maçonaria francesa.

Essa é a trajetória que a própria Dirce Machado conta em sua autobiografia: Dirce Machado, a saga de uma camponesa da luta de Trombas e Formoso, organizada pelo educador popular Guilherme Martins e os historiadores Paulo Winicius Teixeira de Paula e Paulo Ribeiro Cunha, que também conta com textos do histórico geógrafo goiano Horieste Gomes, da professora de Direito Helga Martins e também do historiador Claudio Maia.