Lula vê eleições municipais polarizadas

Presidente disse em entrevista à CBN que, apesar de polarização, candidatos eleitos deverão trabalhar para todos

Da Redação
30/01/2024 - 18:57
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Lula vê eleições municipais polarizadas

Presidente disse em entrevista à CBN que, apesar de polarização, candidatos eleitos deverão trabalhar para todos

Caroline Oliveira – Brasil de Fato | São Paulo (SP) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a polarização política deverá ficar evidente na disputa pela Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais deste ano. A expectativa é que os holofotes da corrida eleitoral recaiam sobre o atual deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) e o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB).

“Eu acho que a polarização sempre vai existir. Eu acho bom que tenha polarização. Nós somos uma sociedade viva. Essa polarização deve acontecer nas capitais, entre quem é o candidato bolsonarista e quem não é o candidato bolsonarista. Em São Paulo, será muito visível isso”, afirmou Lula em entrevista à CBN Recife na manhã desta terça-feira (30).

Lula também disse que, a despeito da polarização, os candidatos eleitos deverão trabalhar para toda a população. “A cobra vai fumar. Mas o que é importante é que quando você é eleito, você é eleito para trabalhar. Não é eleito para ficar falando bobagem.”

O presidente também criticou Jair Bolsonaro (PL) em relação a uma transmissão ao vivo realizada no último domingo (28), na qual o ex-presidente atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e falou sobre as eleições municipais.

“O ex-presidente, já está mais do que provado que não sabe fazer política civilizada. É um estimulador do ódio, da mentira. Ele vive contando mentira através das fake news 24 horas por dia. Não há uma coisa que tenha substância do que ele fala. É sempre bobagem. Quem tem responsabilidade não pode entrar nesse jogo. Eu fui eleito para governar. Eu quero ser julgado quando eu terminar o meu mandato”, disse Lula.

Eleição municipal em São Paulo

Em São Paulo, onde Lula afirmou que a polarização deve ficar “visível”, Guilherme Boulos terá como vice em sua chapa a ex-prefeita da cidade Marta Suplicy, que se filiará ao PT em 2 de fevereiro. Ainda não foi definido quem ocupará a chapa de reeleição de Ricardo Nunes, mas provavelmente a vaga será preenchida por um bolsonarista, selando a polarização entre os candidatos.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto indicou o nome do Coronel Mello Araújo para vice. O policial militar aposentado foi presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) durante o governo de Jair Bolsonaro. Como noticiou o Brasil de Fato na época, três servidores da companhia denunciaram Mello Araújo por ameaçá-los e coagi-los em maio de 2021 a pedir demissão. Dois deles cederam à pressão e se exoneram do cargo.

À imprensa, Ricardo Nunes afirmou após reunião com o presidente nacional do PL que Valdemar Costa Neto trouxe o nome do coronel “como uma sugestão do presidente Bolsonaro e do PL. Nós falamos que é importante apresentar para os demais partidos. É um bom nome do cel. Mello, mas a gente precisa agora ver os outros nomes que estão postos”.

Na transmissão ao vivo de domingo, Bolsonaro também falou sobre as eleições de São Paulo, sem citar o nome do coronel Mello Araújo. “Vamos entrar com bom vice, que tenha boa rota”, disse.

Outro nome cotado para ocupar a vaga de vice é o deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos). De acordo com apuração da Veja, seu nome também teria aparecido na conversa entre Valdemar Costa Neto e Ricardo Nunes. “Para mim, seria um grande privilégio caso Bolsonaro, Tarcísio e o grupo político representado pelos presidentes de partido (PL e Republicanos) e pelo prefeito optem pelo meu nome” disse ao site.

O parlamentar ainda usou o espaço para criticar o deputado federal Guilherme Boulos. “Eu acredito muito em grupo e união. Qualquer decisão que o grupo tomar estarei junto, para não permitir que a cidade que eu amo seja destruída por Guilherme Boulos”, afirmou.

Além de Tomé Abduch e Mello Araújo, a secretária de Políticas para a Mulher do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), Sonaira Fernandes (Republicanos) e a delegada Raquel Gallinati (PL) também estão no radar.