Marussa Boldrin busca apoio para urgência no PL que impede o fim da produção de leite no Brasil

A iniciativa é minimizar os impactos das importações do produto de países do Mercosul, penalizando os produtores de leite de Goiás e de todo o Brasil.

Da Redação
23/08/2023 - 10:25
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Marussa Boldrin busca apoio para urgência no PL que impede o fim da produção de leite no Brasil

A deputada federal Marussa Boldrin (MDB-GO) iniciou a coleta de assinaturas para protocolar um requerimento de urgência ao Projeto de Lei 952/2019, do deputado federal Zé Mário, que impõe limites na importação de leite em pó. A iniciativa é minimizar os impactos das importações do produto de países do Mercosul, penalizando os produtores de leite de Goiás e de todo o Brasil.

Para se ter uma ideia do tamanho do problema, no primeiro semestre de 2023, as importações de produtos lácteos, principalmente provenientes da Argentina e do Uruguai, aumentaram em mais de 180% em comparação ao mesmo período de 2022. Para que o requerimento de urgência seja apresentado, são necessários 257 votos.

“Esse projeto de lei é importante para coibir a prática desleal de importações de leite em pó, à medida que controla qualidade e possíveis oscilações predatórias de preço ao mercado nacional, bem como traz ao consumidor brasileiro maior segurança alimentar. Por isso precisamos que a urgência em plenário seja aprovada”, ressalta Marussa.

Atualmente sem a exigência de uma validade mínima abre-se um precedente para que importadores brasileiros, munidos de caráter aproveitador, utilizem de situações de mercado onde empresas internacionais ofertam leite em pó a preços abaixo do preço praticado, de forma a dar vazão ao volume do produto com prazo de validade próximo ao vencimento.

“Temos trabalhado incansavelmente para frear a alta quantidade de leite importado que adentra no Brasil, que impacta diretamente, ocasionando queda da produção interna, visto que pressionam os preços recebidos pelos produtores e impactam na renda de milhares de famílias e trabalhadores do setor”, explica Marussa.

Os danos gerados não se restringem apenas à questão do risco sanitário ao consumidor brasileiro, mas também da influência nos preços e a outros aspectos econômicos, sociais e culturais no mercado interno