Maternidade Municipal de Aparecida oferece vários tipos de parto

Com 30 leitos e 10 UTI’s neonatais em atividade, a unidade funciona 24 horas por dia realizando, via Sistema Único de Saúde (SUS), partos normais e cesáreas com estrutura moderna e equipe capacitada

Da Redação
04/06/2024 - 06:11
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Maternidade Municipal de Aparecida oferece vários tipos de parto

Com 30 leitos e 10 UTI’s neonatais em atividade, a unidade funciona 24 horas por dia realizando, via Sistema Único de Saúde (SUS), partos normais e cesáreas com estrutura moderna e equipe capacitada

Na Maternidade Municipal Maria da Cruz Gomes Santana, unidade da Prefeitura de Aparecida de Goiânia localizada no Setor Garavelo Residencial Park, são ofertados, o ano inteiro e 24h por dia, atendimentos emergenciais e ambulatoriais às gestantes da cidade. Inaugurada oficialmente no último 2 de maio e administrada pela Secretaria de Saúde (SMS), lá são realizados partos normais e cesáreas com equipe multiprofissional completa.

“Até o fim deste ano vamos dobrar, na Maternidade, a oferta atual de 30 para 60 leitos, uma determinação do prefeito Vilmar Mariano, e, assim, faremos mais partos com excelência e conforto para as gestantes. E, em parceria com o governo estadual, estudamos a possibilidade de expandirmos para 20 UTI’s neonatais, já que atendemos também toda a região Centro-Sul do Estado”, diz o secretário de Saúde Alessandro Magalhães.

Ao comentar a crescente produtividade e demanda da Maternidade, o secretário informa que, na unidade, de 1º de março até o ultimo 27 de maio, já foram realizadas 3.737 consultas médicas, 259 partos normais e 144 cesarianas, dentre outros serviços.

Nova Maternidade Municipal de Aparecida funciona 24h por dia

Parto Normal e Cesárea

A coordenadora médica de Obstetrícia da Maternidade Maria da Cruz Gomes Santana, Jéssica Lopes, explica a diferença entre os partos normal e cesariano: “Aqui fazemos ambos de forma humanizada visando o bem-estar da mãe e do bebê. O normal é aquele que evolui naturalmente e o recém-nascido nasce via vaginal. Já a cesárea é quando precisamos intervir retirando o bebê num procedimento cirúrgico após decisão técnica da equipe médica. A maioria das mulheres consegue ter um parto normal, mas, se o bebê está em uma posição que não favorece ou se há alguma outra dificuldade, é avaliada a possibilidade de se fazer uma cesariana.”

Jéssica aponta que, dentre as vantagens do parto normal para a gestante, está o fato do corpo da mãe se recuperar muito mais rápido e de se preparar para o trabalho de parto: “Tem a dilatação da pelve, que se prepara para a expulsão do bebê, a contração do útero, a volta do útero, a recuperação da mãe, até a amamentação é mais natural e facilitada. Há menos risco de complicações como a hemorragia pós-parto e infecções”

Sobre a cesárea, a médica obstetra destaca que é mais arriscada que os partos normais pois podem haver complicações do procedimento cirúrgico tais como sangramento, hematomas, problemas para o útero voltar para o lugar e traumas que podem causar dor crônica.

Nesse sentido, ela enfatiza que o pré-natal é fundamental para que os profissionais acompanhem a evolução do bebê e reduzam riscos como a ocorrência de doenças que acontecem na gestação, a exemplo da diabetes gestacional e hipertensão, dentre outras: “Se a mãe seguir o pré-natal corretamente, fazer todas as consultas e tomar as medicações prescritas, as chances de complicações e da necessidade de uma cesárea diminuem muito.”

À esquerda, a médica pediatra Gyovanna Luz, e, à direita, a médica obstetra Jessica Lopes, conversam sobre as experiências de trabalho na Maternidade Maria da Cruz Gomes Santana

Sobre os benefícios do parto natural para o bebê, a coordenadora de Pediatria da Maternidade, Gyovanna Luz, ressalta: “É um processo fisiológico, o bebê nasce quando está pronto para isso, é menor o risco de nascer prematuro. Além disso, a amamentação é favorecida e o vínculo com a mãe é fortalecido com um contato pele a pele muito positivo feito imediatamente após o nascimento. Há, ainda, aumento da flora intestinal do bebê, mais proteção do sistema neurológico dele e menor risco de alergias.”

Gyovanna também ensina que, assim que o bebê nasce, o profissional de pediatria é o mais capacitado para fazer as manobras de reanimação, se necessário: “Se o recém-nascido estiver bem, vai para os cuidados normais, mas, se tiver alguma dificuldade para respirar, algum desconforto, o pediatra entra em ação. Nossa Maternidade é certificada pelo Instituto Amigo da Criança, então fazemos partos humanizados nos quais os bebês têm contato pele a pele com a mãe imediatamente após o parto. Daí, se tudo está bem, começam os cuidados tais como aplicação de colírio para prevenir conjuntivite e aplicação de vitamina K para prevenir doenças hemorrágicas.”

“Esse é mais um diferencial da Maternidade Maria da Cruz Gomes Santana, ter pediatras capacitados para receber os bebês. Temos uma equipe treinada para manobras de reanimação para garantir segurança no nascimento. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, toda criança tem o direito de ter um profissional pediatra na sala de parto”, afirma Gyovanna Luz.

Segurança e conforto

Mãe pela primeira vez, Allyne Brandão, de 22 anos, teve a filha Manuela em parto normal no último 28 de maio na Maternidade Maria da Cruz Gomes Santana. Ela diz que ficou surpresa com a rapidez do parto e com o acolhimento recebido: “As enfermeiras ajudam bastante e sempre tem alguém para auxiliar. Achei que ia ser complicado, mas foi muito bom. Fui tratada com respeito.”

A mamãe Mariany Brito, ao lado do marido, segura orgulhosa o bebê Jhorgnys, nascido na nova Maternidade de Aparecida

Mariany Brito, que também teve o primeiro bebê, Jhorgnys, na tarde de 28 de maio, precisou fazer uma cesárea e narra como foi a situação, acompanhada pelo marido, que segura o filho nos braços: “Estava assistida, esperando para fazer o parto normal, mas, depois de algumas horas, como não dilatei o suficiente para ter o neném, fui encaminhada para a cesariana. Graças a Deus a equipe ficou o tempo todo comigo, alguém sempre me perguntava se eu estava bem. No centro cirúrgico, o anestesista foi muito gente boa, conversando comigo, os médicos todos cuidadosos, não tenho do que me queixar. Meu filho está bem, pediatra já esteve aqui, essa noite uma enfermeira vinha toda hora nos ver. Amanhã estarei em casa com ele”.