Pai em preso apos ameaçar matar filho de 1 ano

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Suspeito cometeu o mesmo delito em dezembro de 2016, no estado do Tocantins. 

Equipes da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e da 9ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionadas na noite desta segunda-feira (13/03) para atender a uma demanda no setor Jardim América. No local, o auxiliar de cozinha Alex Santos Sousa, 21 anos, mantinha sua filha de 1 ano e 3 meses como refém, após se desentender com sua companheira, que deseja o fim do relacionamento.

“Durante as negociações, o acusado se exaltou, chegando a colocar sua filha deitada sobre o chão, encostando uma faca em seu peito, e dizia a todo momento que a mataria, caso sua ex-companheira não voltasse para ele, e que preferia ver a filha morta do que ficar longe dela”, explicou o tenente Eduardo Abílio Borges.

Após quase duas horas de negociação, ele foi convencido a entregar a filha, mas se exaltou novamente e desistiu do acordo, ameaçando novamente a criança com a faca, momento em que os policiais o imobilizaram e resgataram a menina.

Segundo a polícia, o desentendimento do casal teve início à tarde, quando Maria Valéria de Jesus Borges, 21 anos, anunciou que ia se separar do marido. Logo após, deixou a filha com o pai e saiu em busca de emprego. Três horas depois retornou para casa e foi impedida de entrar em casa por Alex, que pegou uma faca e começou a ameaçar a criança.

De acordo com os policiais, momentos de tensão se estenderam até que equipes da Rotam assumiram a negociação, enquanto policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) se posicionavam taticamente, caso fosse necessária alguma intervenção. Um policial se passou por um advogado e conseguiu acalmar Alex, que continuou com a criança no colo e com a faca nas mãos.

A mãe da criança contou à polícia que o marido já tinha cometido o mesmo crime em dezembro do ano passado, quando moravam no Tocantins, e que ninguém se machucou graças à intervenção policial. Na época, a Justiça o proibiu de se aproximar da família, mas o casal reatou o relacionamento e se mudou para Goiânia.

Alex foi conduzido até a Delegacia da Mulher (Deam), onde foi autuado em flagrante por ameaça e cárcere privado qualificado, combinado com a lei 11.340/03 (Lei Maria da Penha).