Presidente do IBGE aposta em pleno emprego no Brasil até 2026

Marcio Pochmann, fez uma projeção otimista sobre o mercado de trabalho no Brasil em uma postagem na rede social X (antigo Twitter).

Da Redação
02/01/2024 - 16:04
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Presidente do IBGE aposta em pleno emprego no Brasil até 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE), Marcio Pochmann, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet. Foto: Marcelo Camargo

O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marcio Pochmann, afirmou na noite de segunda-feira (1º) que – se a atividade econômica continuar mantendo seu dinamismo atual -, o país poderá se aproximar do pleno emprego até 2026.

De acordo com o presidente do IBGE, a recuperação da economia brasileira após os desafios causados pela Covid-19 tem sido significativa, com um crescimento médio de 3,6% ao ano. Isso resultou em um aumento de 19,6% na ocupação entre 2021 e 2023, levando a uma redução de 35,4% no número total de desempregados. Caso esse dinamismo econômico seja mantido, o Brasil poderá alcançar um nível quase pleno de ocupação da força de trabalho até 2026.

No entanto, Pochmann destacou a importância de assegurar a qualidade dos empregos gerados no país, ressaltando que essa é uma preocupação fundamental.

O presidente do IBGE também observou que a taxa de desemprego no país caiu para 7,5% no trimestre encerrado em novembro, o menor resultado desde fevereiro de 2015, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

No mesmo período, o Brasil registrou a criação de 853 mil vagas de emprego, elevando o número total de pessoas trabalhando para um recorde de 100,5 milhões.

O contingente de desempregados também diminuiu em 209 mil pessoas, totalizando 8,202 milhões de brasileiros em busca de trabalho, o menor nível desde abril de 2015.

A geração de empregos com carteira assinada no setor privado também apresentou um aumento significativo, com a criação de 515 mil vagas em apenas um trimestre, totalizando 37,727 milhões de pessoas trabalhando nessas condições, o segundo maior contingente desde o início da série histórica da pesquisa em 2012, ficando atrás apenas do desempenho de junho de 2014.

O número de trabalhadores informais também cresceu, alcançando um novo recorde de 39,4 milhões no trimestre até novembro. Pochmann destacou que nos últimos três anos, o emprego assalariado com carteira assinada no setor privado teve um aumento de 16,4%, enquanto a ocupação informal subiu acumuladamente 20,3% no mesmo período.

No entanto, o rendimento médio dos trabalhadores teve uma queda de 5,2% entre 2021 e 2023, sendo que em 2023, o rendimento médio mensal dos ocupados correspondeu a 33,4% do PIB mensal por ocupado, em comparação com 42,5% em 2020.

Apesar da trajetória de queda na taxa de desemprego, ainda existem 8,5 milhões de brasileiros em busca de uma colocação no mercado de trabalho.

O aumento na ocupação até julho foi impulsionado principalmente pelos setores de administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde humana, que geraram 593 mil novos empregos.

As áreas de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas também contribuíram com 296 mil novos empregos gerados. Quem procura uma vaga de emprego pode pesquisar as oportunidades disponíveis nas plataformas online.

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