Renault prepara Kwid 1.0 e com câmbio automatizado

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A Renault tem um sério problema em sua linha, um dinossauro chamado Clio. O compacto começou a ser vendido no Brasil na década de 1990 e segue assim até hoje, embora com mudanças no design que tentaram esconder a idade. E finalmente ele será aposentado, com a chegada do Kwid, ainda no segundo semestre de 2016.

O Kwid nasceu como um carro global, mas primeiramente voltado para mercados emergentes, principalmente a Índia. Ao contrário de Sandero, Logan e Duster, é um projeto francês, enquanto os outros veículos citados atualmente são da Dacia, braço romeno da Renault. A equipe responsável é toda francesa, embora estejam alocados na Índia. É nele que estreia a plataforma CMF-A, base que será usada nos menores carros daRenault-Nissan.

Até agora, o compacto só era oferecido na Índia com motor 0.8 três-cilindros de 54 cv e 7,3 kgfm de torque, e câmbio manual de cinco marchas. Segundo o site Indian Autos Blog, isso vai mudar esse ano, com a adoção do motor 1.0 SCe, baseado no 0.8 para gerar mais potência, algo em torno de 65 cv e 70 cv.

Também querem entrar no segmento com uma opção automática. Ou, no caso doKwid, automatizada. Passará a contar com o câmbio Easy-R de cinco marchas, já conhecido aqui no Brasil por equipar oSandero e Logan. O mais interessante (na falta de um termo mais adequado) é que não possui uma alavanca de câmbio. A seleção da marcha é feita através do botão no painel central, abaixo dos controles do ar-condicionado.

Por aqui, é certo que o Kwid terá o motor 1.0 do March, de 77 cv. Rumores falam sobre mais uma versão, com melhor acabamento, conteúdo e o motor 0.8 indiano, com destaque para seu rendimento – testes na Índia marcaram um consumo médio de 25,17 km/l. Como alguns concorrentes oferecem transmissão automática, como o Volkswagen up! i-Motion, a chance de um Kwid Easy-R ser oferecido no Brasil cresce consideravelmente.

IG CARROS